- Acredita em Deus, senhor Langdon?
- E por que não acredita?
Ele deu uma risadinha.
- Bem, não é assim tão fácil. Ter fé requer entrega, aceitação cerebral de milagres, como a imaculada conceição e a intervenção divida. E existem ainda os códigos de conduta. A bíblia, o Corão, as escrituras budistas, em todos há exigências semelhantes e penalidades semelhantes. Determinam que se eu não viver de acordo com certo código, irei para o interno. Não consigo imaginar um Deus que governe desta maneira.
- Senhor Langdon, não perguntei se acredita no que o homem diz sobre Deus. Perguntei se acredita em Deus. Existe uma diferença. As escrituras sagradas são histórias… lendas e a história da busca do homem para compreender sua própria necessidade de significado. Não pedi sua opinião sobre literatura. Estou perguntado se acredita em Deus. Quando se deita sob as estrelas, não sente a presença do divino?
(…)
- Posso lhe fazer uma pergunta Srta. Vetra? (…) O que você pensa da religião?
- Religião é como um traje ou uma língua. Gravitamos em torno de práticas com as quais fomos criados. No final, porém, todos proclamamos a mesma coisa. Que a vida tem um sentido. Que somos gratos ao poder que nos criou.
- Então, está dizendo que ser cristão ou muçulmano depende do lugar onde se nasceu?
- Não é óbvio? Veja a difusão da religião pelo mundo afora.
- Quer dizer que a fé é aleatória?
- Dificilmente. A fé é universal. Nossos métodos específicos para compreendê-la são arbitrários. Algumas pessoas rezam para Jesus, outras vão a Meca, outras estudam partículas subatômicas. No final estamos todos apenas buscando a verdade, aquela que é maior que nós mesmos.
- E Deus - ele perguntou. - Você acredita em Deus?
- A ciência me diz que Deus tem de existir. Minha mente me diz que nunca vou compreender Deus. E meu coração me diz que eu não fui feita pra isso.
Anjos e Demônios - Capítulo 31
Recuar? Só se for pra pegar impulso.
(via just-takemyhands)
Source: dois-demaio








